Sexta-Feira, 14 de dezembro de 2018 Nossa história      

História

HISTORIA DO COMEÇO DE MARCOLÂNDIA - PI

OS DESBRAVADORES DO ALTO DA SERRA (CANCELA DO ALTO DA SERRA) OU POSTO DA SERRA.


HISTORIA DO MUNICÍPIO DE MARCOLÂNDIA – PI (POSTO DA SERRA)

 

Corinto Machado Matos, nos meados dos anos 50, fundou a cancela de fiscalização (para cobrança de impostos sobre circulação de mercadorias) em cima da serra do Araripe divisa dos estados do PI/PE, e veio a ficar conhecida por Posto da Serra, que a principio assustou os caminhoneiros pensando que se tratava de roubo. Acostumaram-se logo com o posto de fiscalização. E de Alguma forma foi protetor e defensor dos limites das fronteiras dos estados PI/PE, fazendo-se respeitar os limites aos quais pertenciam ao Piauí.

Em agosto de 1956 deu-se a mudança do posto fiscal da Canabrava (hoje Francisco Macedo – PI), para as planuras do alto da serra divisa PI/PE, para melhor arrecadação fiscal o Sr. Corinto Machados Matos acompanhado pelo Sr. Jose Olegário de Lima, em um jeep e um caminhão Chevrolet carregando o material do posto fiscal a ser implantado naquela serra. A primeira ação deles foi cavar e instalar ali a corrente(cancela), para impedir a passagem de caminhões e mercadorias, instalara-se a mais ou menos 2 km de um barreiro de água pertencente ao seu Roldão Mathias, na serra das baixas, as dificuldades naquela época era enormes ao levantarem as barracas de lonas e palha para seu abrigo,  O Sr. Corinto acompanhado do Sr. Vitalino  saíram em busca de provisões (carnes, farinha, arroz e etc.) vinha da Cana Brava (Francisco Macedo –PI nos dias de hoje) e do município de Araripina - PE.

Os Primeiros A vim Para o Alto da Serra na Instalação da Cancela.

Corinto Machado Matos, José Olegário de Lima. Antônio Olegário de Lima e sua Esposa Anunciada.

Seguidos de: Vitalino Gomes,

Primeiros Trabalhadores Cancela do Alto da Serra do Araripe:

Corinto Machado Matos (fundador –chefe), Vitalino Gomes Ferreira, Jose Olegário, Jose Valdo de Lima, Jose (Zé Modubim) Trabalhava nas cordas, Nonato Paiva, Cicero Marcelo (Trabalhava nas Cordas), Jaime, Raimundo Jacaré, Sousinha (classificador), Ferro Velho, Zezito Coutinho, Damasio (Conferente), Alceu Ferreira (classificador).

Força Policial, trabalhadores e ajudantes dos Posto Fiscal:

Sargento Zé Fernandes, Jacó, Saraiva e Deusdedith Cabos Manoel Graciano, Elias

Soldados Zé Pereira, eletricista, Aprigio, Portela, Julio Decidido, Julio Abel, Antonio Lopes, Alexandre.

Cabo Domingos, Anfrisio, Raimundo David de Andrade, Junior, Sandoval Pinheiro, Chico Aroeira intrépido motorista do Posto Fiscal.

 

Após tempos, algum familiar já quase instalado deu-se a construção do tão famoso galpão pelo Sr. Zé de Madrinha, após iniciadas a construção do galpão os familiares dos então funcionários da nova cancela (posto de arrecadação fiscal) também começaram a se instalar com suas famílias e construírem as primeiras moradias e as primeiras edificações no terreno onde com certo tempo até meados dos anos 90 ficou era conhecido como posto da serra, nos tempos iniciais tudo dependia de outras localidades pois em cima da serra inóspita e deserta não dispunha de agua, comida, atendimento medico provisões, tudo vinha de Araripina – PE, Fronteiras, Caldeirão Grande do Piauí – PI, Francisco Macedo – PI, Crato – CE, Picos – PI, trazidos pelo jeep do  Estado que o Sr. Corinto Matos comandava. Os próprios funcionários do posto vislumbrando a prosperidade daquele local começaram a instalar comércios hotéis e pessoas das serras vizinhas começaram o movimento de migração e construíram casas de moradia no atual local da corrente de arrecadação fiscal iniciando-se assim o povoamento daquele local, as pessoas das serra hora moravam no povoado hora voltavam pras suas serras na época do cultivo da maniva (mandioca) para produção de farinha e proverem seu sustento e essa atividade mais trade seria umas das principais fonte de renda desta localidade.

Como Não Falar de Cicero Claro, Hermenegildo, Miguel Jeremias, Nascimento, Nicolauzinho e Zé de Bento proprietários e donos do entorno do Posto Fiscal, apoiaram a implantação da cancela.

As mulheres pioneiras: Aurina  esposa de Corinto matos, Luisa de vitalino, Hercilia, Anunciada, Hosana, Antonia de Alceu, Maria de Damásio, Quinô de Francisquinho, Maria de Otacílio, Luisa de Sousinha, Teresinha de Peres, Fança de João Charanga, Maria Neta, Patrocinio, Sinhá de Jaimel, Luisa, Mae de Mariosa, e Outras mais que ajudaram na iniciação e criação do Posto da Serra hoje Marcolândia – PI. O primeiro hotel que se iniciou em uma barraca na então corrente (posto fiscal) se deu pelas mãos do Sr. Vitalino Gomes Ferreira e da Srª. Luísa, que passaram a servir refeições mais tarde com a instalação de adobe este também mais tarde viria a contribuir muito com o comercio do Posto da Serra, iniciando a construção do mercado e ajudando na instalação da feira livre de cereais que se tornaria muito importando na região. O comercio do Posto da Serra (Marcolândia – PI) se deu pelos Sr. Antônio Olegário, Zuza, Antônio Aroeira, Zé Casemiro, o povoado já instalado e com prosperidade outros comerciantes se instalaram Zé Fernandes Zé Isidoro, o Sr. Vitalino juntamente com o Sr. Corinto não Paravam de trabalhar e a visão do que estava acontecendo ali o Sr. Corinto Percebeu que dali em diante a tendência era só crescer e que futuramente poderia surgi daquela cancela (posto de arrecadação fiscal) um belo povoado e talvez uma cidade. O Sr. Vitalino Junto com sua filha Socorro iniciaram uma luta para angariar fundo para construção de uma Igreja, por meio de leiloes. 

Dona Luisa Conceição mãe de Mariosa e Ferro Velho, ela foi a primeira parteira do Posto da Serra (Marcolândia- PI), teve como seguidoras Hilda de Evaristo e Domitila de Bom.   

O Posto da Serra jovem impetuoso,  diferia-se de outros povoados e cidades vizinhas seguiam de perto o seu progredir rápido, localizada estrategicamente a cancela era passagem obrigatória no entroncamento das estradas da região fronteiriças dos estados de PE/PI e das cidades de Araripina – PE que era ao leste, povoado de Cana Brava (hoje Francisco Macedo - PI) estrada que se seguia até Picos – PI e a capital do Estado Teresina – PI, fazendo divisa com Estado do Maranhão ao oeste, para outro lado tinha Simões – PI ao sul, e ao norte Caldeirão Grande do Piauí e de Fronteiras – PI. Esse entroncamento estratégico visto por Corinto Matos nas suas peregrinações nas cobranças de imposto, logo foi crescendo rapidamente e economicamente em vista as outras cidades próximas sua no Piauí. O Seu progresso logo a fez passar de cancela (posto fiscal) e se torna povoado com mais de 3.000 mil habitantes, e pertencer a Padre Marcos – PI outra cidade próxima. Na década de 70 uns dos maiores ponto de arrecadação  Fiscal dentro do estado do Piauí, Graças ao trabalho de Corinto Matos e sua Equipe de fazendários.

E o que dizer da historia de outros patriarcas do Posto da Serra (Marcolândia – PI), dois fazendeiros com historias singulares um criador de gado e o outro plantava mandioca a singularidade se transformava num alvo comum por serrem ambos agricultores, a historia deles marcante e ora cômica, pois se entrelaçava-se com a de Corinto Matos, na hora de transportar seus produtos e que se tornava até um casso (guerra e espionagem) entres eles, Corinto querendo cobrar os impostos e eles querendo burla e passar suas mercadorias sem pagar impostos, as historias mais famosas as vezes engraçadas são do Sr. Corinto Matos e do Senhor Menandro Araújo que se tornaria amigos e rivais no que tangia o trabalho.  Personagens fortes em Marcante na historia de Marcolândia – PI, pois conhecimento do Sr. Corinto das pequenas estradas das Serras e varedas “como se chamas pequenas trechos de ligação no meia da vegetação dando caminho apenas a umas pessoas por vez” foi na busca de cobrar imposto fiscal das mercadorias na maioria das vezes do Sr. Afonso Modesto, o que o fez descobrir estes entroncamento e por vezes montar campana por ser ponto estratégico e de passagem de carradas de mercadorias e rebanho de  animais (bovinos, caprinos e ovinos), havia também uma grande comercialização de fumo e peles na região.

 O grande fator para fixação do povoado além da arrecadação fiscal promovida pela Cancela ( posto Fiscal) também teve um grande atenuante, a produção agrícola, o populares e donos de serra investiram no plantio e produção de seus derivados a farinha de mandioca e a goma (conhecida nas outras regiões como polvilho), naquela época a produção era artesanal em aviamentos (pequenas fabricas de farinha artesanal e movido a tração animal) como nos chamamos, com o passar dos tempos e o surgimentos de estradas para escoar a produção, mais uma vez um visionário o Sr. Crebilon Menandro instalou e passou a usar motores a óleo para movimentar os equipamento dos aviamentos que passaram com o tempo a se tornarem casas de farinha e fabricas de farinha, deixando o processo artesanal de lado e passando a produção em grande escala e mecanizada.  Passando a incrementar o comercio e proporcionando o crescimento da economia, pois ele introduzia uma nova modalidade de comercio onde os produtores passaram a comprar incrementos agrícolas, trazidos de outras cidade e outros estados, notadamente do Recife - PE. Uma atividade que era de subsistência se tornará atividade principal devido as altas do preço da farinha e ocupou por alguns anos destaque na produção e economia do estado. Esta alta e melhora proporcionou aos habitantes melhores condições de vida onde eles passaram a possuir carros, casa melhores, utensílios domésticos, e para alguns o custeio dos estudos dos filhos em outras cidades mais desenvolvidas.

Ao longo dos anos pessoas se agregam ao povoado em busca de escolas, empregos, desenvolvimento social e etc. assim se ajuntaram de outras localidades as famílias, Costa, do velho Antônio Chico e seu filhos Alencar, Osvaldo, Roque, João, Chagas, Bom (Damião), Zé Nicolau e Dona Dulcila, Valdir e Eva, os Britos vindas da Cana Brava (Francisco Macedo- PI) Manoel de Brito e sua esposa Dona Patrocínio Chegaram em 1958

E Educação preocupação do Pioneiros, o Sr. Corinto homem estudado e vivido, preocupava-se com a educação de seus muitos filhos e dos filhos dos funcionários, que ali trabalhavam, foi uma prioridade a instalação das mesma, foi instalada numa sala na casa de Teresinha de Peres, Ministrava aulas em uma classe multisseriadas, os alunos levavam de casa cadeira e no mesmo modelo o Professor Manoel de Brito conduzias aulas simultaneamente. Os estudos se davam devido a ajudo do Sr. Corinto que contratava professores para o povoado. A primeira Unidade Escolar Mariano da Silva Neto 

 Marcolândia – PI passou a município em 29 de abril de 1992, situada em faixas de relevo planas, suavemente onduladas, nas encostas da serra do Araripe, Zona 040, esta a 768m acima do nível do mar, e tem clima semiárido, uma forte característica da região lembrada por todos e que dificultava os trabalhos e sua povoação eram os fortes ventos que traziam consigo camadas e poeira, a temperaturas medias de 15 à 33 Celsius, vegetação caatinga e pequenas porções de serrado. Limitando-se ao norte com caldeirão grande do Piauí – PI (antiga fazenda são José), ao sul com Simões – PI,  ao oeste com Francisco Macedo – PI (antiga cana brava), ao leste com Araripina – PE (antigo São Gonçalo).

Hoje forte, Marcolândia segue com as famílias fundadoras e tradicionais e seus primeiros comerciantes:

Família Costa, Coutinho, Antão, Alencar, Pires, Castro, Brito, Teixeira, Araújo, Sousa, Matos, Brás, Mathias, Carvalho, Paiva, Soares, Leitão, Romão, Bezerra, Silva, Menandro, Eugenio, Modesto, Lopes, Jeremias e dentre outras.